domingo, novembro 18

aquele em que troppman, pretensioso e arrogante, desafia a nudez e tira suas meias velhas

se era preciso fugir do óbvio, respirar pelo avesso, inverter, subverter, reverter, se tudo isso era preciso, com licença, dois segundos, vou ali resgatar minha inconsistência mental e a desordem natural dos fantasmas que guardo. quer? quer então que abra aqui a caixa de pandora e me entregue ao imperativo da escrita que, tal qual a loucura, se faz de liberdade plena e pleno perigo. e se te disser do medo e do impossível, e se eu te disser das mãos maculadas, das máculas santas, da santidade pagã e do semper eadem em que nos mergulhamos, cegos e desesperados, incapazes de sustentarmo-nos enquanto aquilo a que aspiramos ser? subestimamos o peso. superestimamos a fraqueza. hoje eu vou rasgar livros e gritar pelas ruas. escrever em voz alta a essência e o segredo deste absurdo que, ainda que sufoque, nunca emudece.

2 comentários:

maraiza disse...

quanta velocidade. entrei no meio dela.

maraiza disse...

é bom, sue, esse texto! reli agora.