quinta-feira, agosto 30

ainda não

pois bem, assim, enrola logo aquela memória em capa escura. esconde debaixo do tapete. sem carinho. ok. meio carinho ou um desleixar de cuidado medido. um toque delicado antes de virar as costas. e aí leve os dedos até a pele lisa e doce da outra face que te olha. diga assim: pode ficar. sente-se diante do outro, e não deixe que percebam que aquela entrega não passa de fuga disfarçada. não diga assim: eu me jogo em seus braços pra se livrar de mim e meus vazios. fica em silêncio que logo chega a desmemória. e o fim das fugas. e pára de rir dessa minha fala tonta e ingênua. diga logo amém e vai olhar como hoje o dia amanheceu fazendo cócegas.

Um comentário:

maraiza disse...

gostei tanto desse texto que faz cócegas...