segunda-feira, agosto 27

entre nada e nada, um rasgo. lance de vidas

- Não se trata de falar de qualquer coisa, mas de uma coisa qualquer, um conteúdo que me foge das mãos.

O absurdo, se retorna, retorna transformado.

Devolvo um pouco da minha saúde a ouvidos mancos.

Um instrumento de sopro no fundo da música, uma leveza de som, uma leveza de dor.

Uma coisa qualquer que transformo, transfiguro, perde a gravidade, não tem peso. É provisório, é caco de tempo, mas um espaço vasto.

Uma longa rua, uma estranha via. E fujo por ela, e foge-se por ela. A rua vazia, o assunto que some naquele horizonte intocado.

Visto pijamas nos dias quentes.

Hoje vi um autômato numa sala escura, vi um autômato louco.

4 comentários:

sue disse...

a volta do absurdo e as transformações que ele traz... sempre tão bem vindos, apesar de, tantas vezes, devastadores

sue disse...

ps- mudei a ordem dos posts pra ficar a "ordem" da história, oká?

maraiza disse...

ah bom
pq eu já tava achando que tinha enlouquecido de vez...

Unknown disse...

Olha se eu fosse resenhar esse texto o título seria "Heidegger + Nietzsche: muito tudo, muito nada e uma loucura que verte"